As árvores que dignificam as nossas praças e avenidas, embelezam os
nossos jardins e parques e marginam os nossos arruamentos, são um
elemento essencial de qualidade de vida, autênticos oásis no “deserto”
que são tantos dos nossos espaços urbanos actuais.
E, no entanto, a árvore no espaço urbano é um ser deslocado do seu meio natural, obrigado a dividir o seu espaço aéreo vital com prédios, fios eléctricos e postes, a suportar o massacre das suas raízes por condutas, tubos e revestimentos impermeáveis, a sofrer a asfixia das suas folhas por poluentes, a sujeitar-se a todo o tipo de agressões...
Para além disso, e sendo nós um país de grande tradição rural e florestal, é por demais evidente a ainda quase absoluta ausência de um olhar individualizado sobre a Árvore em meio urbano. Provam-no as comuns "podas urbanas", autênticos “massacres de motosserra” que destituem de dignidade e valor estético as árvores – ditas ornamentais - dos nossos arruamentos. Demonstram-no também a ausência de gestão dos arboretum de parques e jardins em que as árvores monumentais permanecem, sem qualquer tratamento ou com a utilização de técnicas obsoletas, em situações de ameaça eminente sobre pessoas e bens...
A crescente exigência da opinião pública para a preservação e requalificação do nosso património urbano, nomeadamente ambiental, tem evidenciado a enorme carência de técnicos arboricultores que reunam competências para intervir nas árvores ornamentais e monumentais, nomeadamente através da poda, seguindo métodos que respeitem a sua fisiologia e contribuam para o prossecução dos objectivos da sua plantação. De facto, a nossa população vai estando cada vez mais sensibilizada para as consequências nefastas da prática das “podas radicais” na beleza e saúde das suas árvores, e mais consciente da existência de alternativas.





